Ao vento




Porto da Palha (Lezirão, Azambuja), Agosto de 2017


Valada (Cartaxo), Agosto de 2017


Vila Nogueira de Azeitão (Azeitão, Setúbal), Agosto de 2017








Lisboa, Julho de 2017


Amadora, Fevereiro de 2017

Novos e menos novos, que alguns já por aqui andaram, nem sei bem onde, mas não resisti à pose.

Ponte da Arrábida


Porto, Outubro de 2010

A Ponte da Arrábida foi concluída em 1963 e em 2013 foi classificada como Monumento Nacional.

Le tour de la tour


Paris (França), Junho de 2005

A Torre Eiffel é um dos monumentos mais conhecidos e mais visitados do mundo, e um ícone inconfundível de Paris e da França. Vê-se de todo o lado, tal como previam e temiam os seus contestatários.
Foi projectada e construída pelo engenheiro Gustave Eiffel e seus colaboradores, para a Exposição Universal de Paris de 1889. Visitei-a no seu centenário, mas, como já estou farta de contar, não passei do segundo piso. Desde aí, perdi a vontade de enfrentar as filas de espera e tenho-me contentado em mirá-la de fora e de longe.









Stickers & stencils


Lisboa, Julho de 2017

É como eu dizia, há dias: demorei a interessar-me pela arte urbana, e, quando me despertou a atenção, mantive-me muito conservadora na minha dedicação à pintura, sobretudo mural. Durante muito tempo, descurei tudo o que não fosse pintado directamente nas paredes, ou, muito autorizadamente, em vidrões ou noutros suportes concebidos especificamente para o efeito, como vacas, árvores e afins. Ainda no ano passado, foi só após muita insistência da minha amiga, que me via tão entretida com os murais do festival Tons da Primavera, que acedi a reparar neste painel, que, argumentei, eram só umas colagens:


Viseu, Agosto de 2016

Quando, no último Julho, fui passear por Alfama, não pude deixar de reparar numa pintura, que só mais tarde percebi que era um estêncil de Guaté Mao, artista francês que tem deixado coisas muito bonitas pelo mundo fora. Já esteve assim, após ter sido vandalizado, mas, felizmente, encontrei-o depois de recuperado:


Lisboa, Julho de 2017

Cedi também a este, que ainda não identifiquei:


Lisboa, Julho de 2017

E agarrei ainda este gato, para juntar aos que já tinha (os meus preferidos são os de Granada, assinados por Nefelibata):


Lisboa, Julho de 2017

A verdade é que passo a vida a tropeçar em pequenas obras de estêncil, mas não lhes costumava prestar grande atenção. Algumas das últimas que encontrei foram estas:


Braga, Julho de 2017


Amadora, Agosto de 2017

A bem dizer, acho que já tropecei em mais alguns excertos de poesia urbana, mas ainda tenho de ver onde andam, porque este é mais prosaico.
Colagens, não pude deixar de me encantar com estas, que fui encontrando, de Alfama até ao Rossio:






Lisboa, Julho de 2017

A última é da autoria de Tinta Crua e integrou-se no MURO Festival de Arte Urbana LX_2016.

#TBT: Belém, 2005


Belém, Lisboa, Março de 2005

Tenho uma tia que viveu muitos anos na Ajuda, com o marido e a filha. Tive um tio que viveu vários anos em Angola, onde morreu, e de onde a mulher e os três filhos tiveram de retornar, nos anos 70. A bem dizer, o meu primo mais novo não retornou a lado nenhum, que ele nasceu em Luanda e nunca mais lá voltou. Vieram os quatro, não se pode dizer que de mãos a abanar, porque traziam um cãozinho, uma boneca e um bebé, nem sei bem quem carregava quem ao colo, mas não sobravam muitas mãos para segurarem malas. E foi assim que desembarcaram, acho até que em Alcântara, que ficava bem perto da Ajuda, onde a minha tia sempre teve as portas abertas para ajudar os parentes que dela precisavam, e não havia de deixar estes sem auxílio. Em boa hora chegaram, que tinha vagado uma casa lá na rua, ao chegar à Boa Hora, e a minha tia conseguiu instalá-los à sua beira, para melhor lhes ir valendo. É que até se viam uns aos outros da janela, e conversavam de um lado para o outro da rua, a minha tia no 3.º andar, os meus primos no rés-do-chão em frente. Era uma rua bem castiça.



E assim se tornou a Ajuda o segundo pólo da minha vida familiar, a par com a Amadora. Visitas de fim-de-semana, festas de aniversário, comemorações de Páscoa, Natal e Ano Novo faziam a família deslocar-se entre as diferentes casas das duas localidades. E o que eu gostava de ir à Ajuda! Até porque era a forma mais garantida de me encontrar com os meus primos mais novos, que os outros, sendo muitos, eram mais velhos, com outros interesses, espalhados pelo país e pelo mundo, uma geração de diferença. Éramos cinco, os mais novos: uma escadinha de garotos com intervalos de dois anos, o mais velho, já espigadote, o nosso ídolo, e o mais novo, ainda miúdo, sempre atrás dos crescidos. Eu era a do meio.







De entre as diversas actividades com que nos podíamos entreter, eu gostava particularmente das ocasiões em que um dos tios se propunha a descer connosco até Belém, onde havia tudo aquilo de que precisávamos para sermos felizes: rio, barcos, relvados, muito espaço para correr. Adorávamos jogar às escondidas por entre as pernas dos navegadores do Padrão dos Descobrimentos: o mais velho, corajoso, subia até ao Infante, enquanto nós nos ficávamos por figuras mais modestas. A última vez que lá estive, reparei que vedaram o acesso aos descobridores: uma aventura para a qual as gerações mais bem preparadas de sempre nunca se vão poder preparar. A segurança infantil tem o seu preço.


Belém, Lisboa, Agosto de 2005

Ainda hoje, Belém é uma das zonas de Lisboa onde mais gosto de passear, e foi a primeira que fotografei com a minha primeira câmara digital. Abri o álbum e lá estava tudo, o mesmo de sempre, sem surpresas: o rio, o Padrão dos Descobrimentos, a Torre de Belém (onde, curiosamente, nunca entrei), o farol a brincar, o Mosteiro dos Jerónimos, os jardins da Praça do Império.





De interesse mais recente, o Centro Cultural de Belém, com cujas linhas arquitectónicas sempre simpatizei.








Belém, Lisboa, Março de 2005

Ponte de D. Luís


Porto, Outubro de 2010

A Ponte Luís I foi inaugurada em 1886 e é um dos ícones da cidade do Porto. Já a atravessei a pé, já a fotografei de diversos ângulos, desta vez, até do Funicular dos Guindais. Na imagem abaixo, podem ver-se, à direita, os dois pilares restantes da Ponte Pênsil.





Ambas as pontes estão incluídas no Centro Histórico do Porto e fazem parte da lista de Património Mundial da UNESCO, sendo, consequentemente, Monumentos Nacionais.